terça-feira, 8 de agosto de 2017

Medula - Coletivo

  • além das performances ao vivo, as produções da medula
    tem sido publicadas na internet como discos virtuais.
    para os lançamentos tem sido realizadas parceria com
    selos que se dedicam a formas diversas de música
    experimental, incluindo eletrônica, improvisação livre,
    ruído e paisagem sonora. optamos por divulgar os
    trabalhos em forma de um fluxo de lançamentos, cada
    um como uma janela, um detalhe de um todo em
    construção contínua. os processos da medula
    são múltiplos, cheios de terminações que se conectam e
    realimentam, simultâneos.
    de outubro de 2016 a abril de 2017 foram quatro
    lançamentos no âmbito específico da produção sonora
    do coletivo. colocamos aqui algumas considerações a
    respeito de cada um, mostrando um panorama que
    aponta um pouco para cada direção para onde olhamos.
    A medula cria no campo das poéticas do sonoro.
    a imagem da medula remete a uma
    ligação entre o material e imaterial, do físico
    ao psíquico, o que está dentro ou por trás da
    forma externa. a produção do grupo consiste
    em trabalhos artísticos que discutem ou se
    utilizam de sobreposições e atravessamentos
    das fronteiras dos campos disciplinares. inclui
    trabalhos de música, arte sonora e artes
    visuais – de uma forma que, em muitos
    momentos, não se saiba dizer exatamente
    onde uma coisa começa e outra acaba.
    .
  • lusque-fusque
    lançado pelo selo italiano Electronicgirls
    em setembro de 2016 durante o festival
    Electro Camp em Veneza
    canções, vídeos, performances, gravações.
    no processo são utilizados
    materiais pré-compostos, improvisações e
    processamentos, combinando fontes sonoras
    acústicas e eletroacústicas (vozes, baixo e guitarra,
    sampler e sintetizadores, live electronics,
    indeterminação, ruídos) e imagens. no show, os
    vídeos aparecem projetados de diversas formas
    no espaço, sendo um elemento igualmente
    constitutivo da experiência. um território entre
    música popular experimental e vídeo performance.
    mar de tralhas
    lançado pelo selo brasileiro Al Sand Rec
    em março de 2017
    registro da performance realizada no Jazz No Hope
    em 14/10/2016. um punhado de traquitanas
    tecnológicas, alguns instrumentos acústicos, ideias
    semi-estruturadas e improvisação. ondas de sons e
    suas referências. muitas coisas no palco. quase mais
    tempo pra montar e desmontar
    do que pra tocar o show
    https://alsand-rec.bandcamp.com/album/asr16-mar-de-tralhas
    http://electronicgirlslabel.weebly.com/releases.html
    vídeos:
    https://www.youtube.com/playlist?list=PLqFPw81-xsnSPwB3_xfjDe64eAxmUMmw7
  • betamaxers – lançado pelo selo peruano Chip Musik
    em abril de 2017
    betamaxers tem como moldura simbólica uma possível crítica a algumas práticas
    musicológicas a partir da criação de um futuro fictício em que pesquisadorxs
    investigam a música de hoje. a premissa é que se hoje se constroem certezas a
    respeito da música do passado baseadas em dados imprecisos e parciais filtrados
    por um processo que não é nada neutro, então as certezas construídas no futuro
    sobre a música de hoje serão resultado de imprecisões acumuladas conduzindo a
    incongruências absurdas. uma dupla de Musikéllogs, pesquisadorxs do futuro, tem
    certeza que conseguiu compreender a música e a linguagem do brasil de hoje e
    publicou uma tese de doutorado, o que no futuro terá o
    tamanho de postagens de rede social, que consiste em
    uma gravação e um texto que supõem ser recriação
    historicamente informada sobre as pessoas e a música
    do começo do século XXI (uma espécie de novela de
    época). acreditam que neste período viviam os
    Betamaxers, pessoas que habitavam casas tupperware,
    se alimentavam de gengibre e ouviam música
    eletrônica algorítmica e barulhenta o tempo todo. para
    assinar o trabalho, adotam nomes típicos deste tempo
    que escolhem a partir da sua pesquisa:
    Edit Post & Save Draft.
    https://chipmusik.bandcamp.com/album/edit-post-save-draft-chmr-cd-030
    caos.
    impertinência.
    nomadismo disruptivo.
    uma única faixa de 30 minutos criada a partir de
    improvisações sobre sintetizadores e voz transformada,
    depois combinados, estruturados e remontados.
    apresenta três momentos que são algo distintos mas
    não detem o fluxo dos processos. na esteira da
    impermanência e das múltiplas vozes, não pretende
    descanso
    ou trégua.
    https://mansardarecords.wordpress.com/2017/04/20/msrcd075-isabel-nogueira-meteoro-phoenix/
    meteoro-phoenix lançado pelo selo brasileiro Mansarda Records
    em abril de 2017
  • participantes:
    andré brasil
    bê smidt
    carlos ferreira
    chico machado
    francisco eschiletti
    isabel nogueira
    luciano zanatta
    nikolas gomes
    ricardo de carli
    zazá