domingo, 7 de dezembro de 2014

Entrevista - Tiago Malta

 
Quando surgiu seu interesse em arte, poesia e musica eletrônica experimental?

Creio que tenho desde moleque, toco teclado desde pequeno. Poesia foi algo sem querer pois nem tudo que escrevia dava para ser musicado e funcionava apenas lido ou falado. Mas sempre estive perto das letras por causa da livraria que meu Avô tinha em Botafogo. Musica eletrônica ouço desde adolescente, mas o lado experimental aprendi na Villa-Lobos nas Aulas do professor Mauro Wermelinger, La que tive a primeira experimentação sobre noise, eletroacústica e outros sons.

Sua ligação com musica experimental e poesia fizeram uma conexão e hoje seu material sonoro vêm levando um rumo poético e abstrato, isso surgiu desde o inicio ou foi natural?

Foi natural e gradativo, no começo na minha cabeça poesia era poesia e musica era musica e pronto. Dei-me conta da mistura possível quando conheci os poetas Gil Scott-Heron e Miguel Piñero... Ai foi uma questão de experimentação e adaptação.

Já pensou em escrever um livro de poesia em sua autoria?

Tenho um projeto inacabado chamado de “Guia Pratico pra fazer versinhos espertos e pagar de Poeta pra geral” rsrsrs Mas lancei alguns zines poéticos o primeiro foi Trovas Egoístas e Outras Porcarias (que agora se tornou um e-book), O Cantinho do Poeta Feliz saiu inicialmente nesse formato de zine em 3 volumes, o único que ainda não adaptei foi o Poemas da Entrega.
Parei de publicar nesse formato por motivos ecológicos e gerar menos resíduo por ai

Quais projetos você possui e quais os conteúdos que neles se apresentam, nos conte um pouco dos seus trabalhos atuais e planos futuros?

Gosto de produzir/compor de forma horizontal, ou seja, todos os álbuns que vou lançar nos próximos anos (ou décadas) são feitos ao mesmo tempo e bem calmamente.
Os projetos são:
Aparelhagem Malk Espanca: Provavelmente o meu favorito, basicamente música eletrônica.
https://www.youtube.com/watch?v=RBBieVIRb-k

Coelhinho felpudo: Speedcore infantil que carinhosamente chamo de smile-core
https://www.youtube.com/watch?v=p4C7WUMYauc

DJ MixXxuruca: Remixagens e montagens
https://instituteforalienresearchbeatcompilations.bandcamp.com/track/mightor-bolado

Mc Berro d’Água: é um trabalho voltado mais para as rimas em si (Rap Experimental, Anarcofunk) e distorções com pedais na voz.
http://mcberrodagua.blogspot.com.br/2014/10/maquinaria-subversiva.html

V00d0 L0v3: Seria uma desconstrução de músicas românticas e sons ruidistas. Para fritar seu ouvido acompanhado da pessoa amada.
https://www.youtube.com/watch?v=sTHbsMLdNqY

Grep DIY- Vejo muitos projetos ant melódicos e ant harmônicos, queria fazer algo que fosse ant rítmico. Então são sambas processados, retalhados, e recombinados.
https://www.youtube.com/watch?v=2EYqOYoIcOg

e como Tiago Malta lanço mais os trabalhos poéticos e de música experimental.
http://cantinhodopoetafeliz.blogspot.com.br/2014/10/cantinho-do-poeta-feliz-tiago-malta.html

No momento estou na batalha pra arrumar palco pro primeiro álbum do MC Berro D’Água (o Maquinaria Subversiva). E pro Ano que vem vai sair dois álbuns de remixes via DJ MixXxuruca um para o Noise Machine e o outro pro God Pussy, além de dois álbuns ruidosos via Tiago Malta. O próximo álbum da Aparelhagem Malk Espanca sairá em 2016, mas já esta em processo de pesquisa.

Sua inspirações e influências, quais são?

Bem, influencia foi quando ouvi pela primeira vez o Split do Daniel Bordini com o God Pussy, pois conheci um mundo novo e parei de me sentir ilha. E a inspiração vem de mil lugares diferentes: Gonzaguinha, Asian Dub Fundation, Gray, Jorge Antunes, Bjork, Information Society, Mutantes, Otto, Prodigy, Afrika Bambaataa.

Planos futuros... pretende emagrecer e fazer uma cirurgia capilar?

Emagrecer? Apenas um pouco, pois quando fico muito magro fico estranho, o cabeção não é gordura, é só um cabeção mesmo... Então ficar estranho parecendo o pirulito do apenas um show.
Mas cirurgia capilar... Não preciso, existe um charme na calvície.

Possui algum interesse por cultura cyberpunk? A onde ela está no seu trabalho e o que isso muda na sua arte?

Ela esta presente desde o começo, por causa do que eu assistia , ouvia, visita e Jogava. Muito do que escrevo tem um arcabouço cyberpunk principalmente às obras do projeto Aparelhagem Malk Espanca. Mas agora o interesse esta mais moderado, pois cyberpunk é só mais um papel de parede para iphone da moda. E o futuro já chegou e é chato... É tomar conta da vida do outro por uma timeline, é tirar selfies com um sorriso forçado de uma falsa felicidade, mas andar cabisbaixo acompanhando um aparelhinho que te alimenta do que você não precisa.

Obrigado por ceder seu tempo para responder essa bodega de blog-falido, deseja deixar alguma mensagem para o mundo?

- Fume 3 cigarros por dia, pois melhora a respiração, é um ótimo regulador intestinal (melhor que Activia) e combate fungos no corpo.
- Ouça a música dos seus amigos, muito mais do que das pessoas que nem sabem que vocês existem.
- E se estiver lendo isso na rua, pare agora, coloque o dispositivo no bolso e puxe uma conversar com a pessoa que estiver ao seu lado.

Responda rápido!
Noise Rítmico ou Junkie Plugs? As duas coisas, eu acho
Analógicos ou Digital?  Os dois... Tenho uma predileção ao analógico, mas nem sempre é o que se precisa, e no final o que importa é ruído que vem de dentro do seu coração
Materiais físicos ou Netlabel? Depende da proposta só isso, mas a Netlabel é mais legal pra mãe natureza.
Sertanejo clássico ou Sertanejo universitário? Clássico!!! Estou no momento estudando a discografia de Leo Catonho e Robertinho, FODA!!!
Split ou Álbuns Solos? Os Dois, mas prefiro mais ainda contribuição
Polícia ou Ladrão? Só respondo na presença do meu advogado

Abesta - Procria A Virtude Deste Que Te Orienta



01 - Pesadelo
02 - Deixe ABESTA Acordar!
03 - Kaigang
04 - Avalanche
05 - Dedicated To Mr. Jello
06 - Propaganda Control
07 - Les Mouches

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Guilty Connector - First Noise Attack



01 - Distortional Brutality (Live Electronics)
02 - Scar
03 - Morface
04 - Goodbye
05 - Lethal Firetrap
06 - Vicious Circle
07 - Sabbath Guiltily Sabbath
08 - Don't Trust!
09 - Jack The Ripper 666
10 - The Dark / Infinite
11 - Heavy Metal Thunder And Motorcycle Runnin'
12 - Tonight, At All The Bars In Town
13 - Rain Forest Of Equilibrium

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Otomo Hava - Music, Liquers And Depression / Static Paraphilia



01 - Music, Liquers And Depression Part 1
02 - Music, Liquers And Depression Part 2
03 - Music, Liquers And Depression Part 3
04 - Static Paraphilia Part 1
05 - Static Paraphilia Part 2

Digital Album

Gorium - Ghosts



01 - The End of a Lullaby
02 - Do You Hear My Cries?
03 - Seventh Room
04 - Empty Minds
05 - All is Dust Here(She's Dead, More Than Me)
06 - Send Me A Hope
07 - I Found A Dream
08 - Night of Possessions
09 - 1000 Years in Coma
10 - You Feel The Fire Burn Your Eyes and Your Bones

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VICTIM! - Pupila



"Não há iluminação na parte interna dos olhos.”

01 - Medo
02 - Cortina
03 - Prece
04 - Ódio
05 - Espelho
06 - Canto

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Mnemoniic ‎- Fiction Tale





01 - Sounds Of The Womb
02 - Worms And Butterflies
03 - Torture Machinery
04 - Brainwash
05 - Fiction Tale
06 - Mass Control
07 - Post Human
08 - Slaughterhouse
09 - As Above So Below
10 - Liquid Universe

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Macronympha - Appetite for Construction



01 - Chop off their heads!!
02 - Modified Overdrive (excerpt)
03 - The Flesh You Crave (excerpt)
04 - Connection-Rejection (excerpt)
05 - Lips of Wax (excerpt)

Digital Album

Antoine Trauma - Chernobyl Radio 666 FM



01 - Chernobyl radio 666 FM
02 - Radioactive dial

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Sarkofachocrss88 / Napalm Noise



01 - Untitled
02 - M17 Super Forteress
03 - Lamourons Cleams Crash Tank Shooter
04 - Total Anti Musical Noise
05 - Xt 96

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domingo, 2 de novembro de 2014

Entrevista - VICTIM!



Para iniciar, o que esse nome representa para você, porque escolheu?

Hum, acho que pra responder essa vou ter que me alongar um pouco e contar como tudo começou, vamos lá: Há muitos anos quando graças a internet descobri e passei a me interessar por noise - pelo que considero a porta da frente o early-industrial e o japanoise -, fui sendo apresentado a outros rótulos que me deixaram perplexo, entre eles um em especial - power electronics. Descobrir aquilo foi tão impactante que queria inserir minhas experiências ali de alguma forma mas ainda faltava know how, coragem e idéias concretas. Na época gravei vários esboços que ninguém nunca ouviu e nem ouvirá. Era uma época em que existia um certo tabu, era uma espécie de "clubinho secreto idiota" de quem ouvia aquele tipo de som - e algumas pessoas se negavam inclusive a compartilhar os albuns que tinham na internet pra outros usuários, era dificil demais arrumar certas coisas em mp3 -, minha amizade com o Thiago Miazzo(Meu parceiro de TOC label e Gruta) começou nessa época, mas eu ainda era mais timido que ele, ele já publicava as demos que gravava, eu não. Nessa época anotei muitas idéias baseadas num certo clichê de querer mudar o ponto de vista, como você bem sabe muitos discos clássicos do gênero utilizavam a mítica e até mesmo a visão do assassino, de assassinos reais. Tive a inocente ideia de pegar o lado da vitima . Com o tempo passei a achar bobo o nome e as idéias. Algum tempo depois percebi que o nome continuava vivo quando eu reclamava do stress das nove horas de expediente e das outras três horas que passava no trânsito pra chegar em casa, fora o tempo de ida que era quase o mesmo.
Nessa mesma época de expedientes massivos de trabalho e quase tempo nenhum de sobra gravei vagarosamente o primeiro registro oficial do projeto e veio a coragem de dar uma pitada mais pessoal no todo. Com tudo pronto, inclusive a arte, olhei pro nome e achei que ele deveria ficar. E continua até hoje, não sei se gosto dele mas acho que não importa mais se gosto ou não, ele ainda parece fazer sentido.
VICTIM! A exclamação e as maiúsculas acabaram aparecendo pra diferenciar de alguma forma pois já existiam um milhão de bandas de metal e afins com o mesmo nome.

Suas atividades com selo, projetos, organização do "festival de ruído", você considera um elemento chave para alguns afazeres underground?

De forma nenhuma. Não me considero elemento chave, outras coisas aconteceriam e acontecem sem mim e é assim mesmo que tem que ser. Acredito que se eu parasse tudo hoje não seria lembrado por muito tempo. Eu só estou aqui e faço as coisas até onde consigo e confesso que ultimamente, por limitações financeiras, tem ficado ainda mais complicado. As vezes os festivais e shows dão prejuízo, os lançamentos físicos do selo idem - é o principal motivo pro VICTIM! ter, desde o ano passado, focado em lançamentos físicos por selos de fora do país. Pois dessa forma consigo lançar num formato que considero ideal - k7 na maioria das vezes -, sem gastar nada com isso e a maior parte das cópias ficam lá onde são, de fato, vendidas. Recebo de fora poucos exemplares de cada lançamento, e são o suficiente pra vender aqui numa boa sem ficar com nada encalhado.
Enfim, as dificuldades tem crescido mas acontecem coisas boas também, alguns shows rendem bem hoje em dia. Tem surgido vários selos que prometem, lançando material físico muito bem feito inclusive. Parece que estamos começando a construir uma "cena" legal e viável. Vamos ver se o público vai chegar junto, acho que é a única coisa que falta, o público assumir certas responsabilidades extra-virtuais.
Mas é isso, é um processo. Pra continuar tem que ter muita vontade.

Além do Power Electronic/ Harshnoise você possui outros projetos que soam de uma musicalidade menos barulhenta e intensa, quando surgiu a idéia de criar algo mais brutal e extremo como o Victim?

Minhas primeiras lembranças gravando sons datam de quase 15 anos atrás. Adolescente cujo a familia adquire o primeiro computador lixo no final dos anos 90. Eu gravava ruídos com um violão que um tio passou pra mim, o detalhe era a sonoridade desse violão, ele tinha dois grandes buracos tapados com durepox, então era impossível tocar ele de modo formal, passei então a tentar montar coisas gravando os sons das cordas sendo esmurradas e criando colagens com isso, gravava também os sons do ambiente que me cercava, de dentro de casa até onde o cabo do microfone do computador chegava, logo acrescentei as fitas k7 ao todo. Era inocente e não conhecia nada. Com o passar dos anos depois de algumas experiências frustradas com bandas punk e quase punks e gravando em casa esboços que não mostrava pra quase ninguém tive a idéia de gravar um disco com convidados, assim nasceu o Sobre a Máquina, que foi o primeiro projeto meu que acabou sendo levado a sério como banda.

No Sobre a Máquina desde o principio agreguei gravações de campo, percussão em sucatas, elementos que uso e desenvolvo até hoje. Acho que os desdobramentos "mais musicais" os quais você se refere surgiram depois do VICTIM! e não antes, quando passei a acrescentar minha linguagem em músicas de outras pessoas ou a colaborar mais com outros músicos. O VICTIM! apesar de ter tido um primeiro lançamento oficial mais tarde que o Sobre a Máquina e que outros projetos ainda mais antigos como o Ceticências, é um projeto que desenvolvo há muitos anos, nasceu antes de todos, só demorou muito pra que eu sentisse segurança em expor. Acho importante mencionar que eu gosto muito de tocar com outras pessoas, desenvolvi um apreço enorme pelo improviso livre, é uma linguagem que desenvolvo cada vez mais, mas o VICTIM! pra mim representa isolamento, dificilmente lançaria algo em conjunto com esse projeto. Posso vir a mudar de idéia no futuro, mas por enquanto esse limite não vai ser ultrapassado.


Suas influências, quais são?


Eu prefiro citar discos do que nomes ou rótulos, citei alguns rótulos nas respostas anteriores pois não dá pra negar que eles ajudam na organização as vezes mas nesse caso prefiro voltar a atenção pros discos que deram nós na minha cabeça, me fizeram querer pôr a mão na massa e me influenciam até hoje. Vou citar 8, acho um bom número:


Whitehouse - Great White Death 
Evan Parker, Derek Bailey e Han Bennink - Topography of The Lungs
SPK - Information Overload Unity
Prurient - History of Aids 
Albert Ayler Trio - Spiritual Unity
Einsturzende Neubauten - Kollaps
Peter Brotzmann - Nipples
Merzbow - Venereology  

Você tende sempre inovar conceitos nos álbuns, o tom de brutalidade se renova á cada material, transformando uma densa camada experimental, de fato isso é proposital ou consequência do conceito escolhido?

Eu levo os conceitos bastante a sério dentro do VICTIM! Como cada trabalho acaba entrando de cabeça em uma temática diferente do anterior, novas possibilidades pra ilustrar vão surgindo. Estamos sempre em movimento, nossa percepção vai mudando, acaba sendo um movimento natural.

Performances, álbuns, tour ... O que há de novo, possui algum lançamento recente ou algo no forno?

Tem algumas coisas pra sair, sabe como o relacionamento com os selos as vezes funciona né? Você entrega o disco pronto e ele só sai um ano depois com os atrasos todos, normal. Tem discos pra sair, performances rolando, coisas novas sendo gravadas, o de sempre.


Obrigado por contribuir com suas idéias, o espaço é seu para desabafar, me xingar, conquistar os meninos e meninas, sinta-se livre ... Não se esqueça "MATURIDADE!!".


hahahahaha, eu gosto de você cara. Continue assim.



Responda rápido!

Noise Rítmico ou Junkie Plugs? Se eu sentir firmeza no que está sendo feito e/ou em quem está fazendo, tanto faz.
Analógicos ou Digital?  os dois.
Materiais físicos ou Netlabel? Nossa realidade aqui no Brasil me faz dar muito valor aos netlabels mas é claro que vou preferir sempre ter o disco nas mãos quando for possível.
Sertanejo clássico ou Sertanejo universitário? Passo
Split ou Álbuns Solos? Ambos apesar de ainda não ter topado pedidos pra split com o VICTIM!
Policia ou Ladrão? Copiando a resposta do Mario, nenhum.

NO BULLSHIT - A Sonic Tribute to Zbigniew Karkowski



Pieces created by friends of the late Zbigniew Karkowski using his music / noise Compiled between December 2013 and February 2014. Initiated and coordinated by Francisco López.

01 - Tito Diaz  -  no title
02 - Pablo Reche  - zbig
03 - Anla Courtis  - ZK Sound Monolith
04 - Francisco Meirino - Reverse The Elasticity Of Electrostatic Points
05 - Eric Mattson - ZK12[power] in 2mn
06 - Strom Varx - infinie
07 - MAZK- untitled mix
08 - Thomas Bey William Bailey - kokoroZashi
09 - Antoine Chessex - irrepressible
10 - EVOL - Wakikizek Browsing
11 - He Felt His Body Divide - California Is Full Of Nerds
12 - Una Lee & Peter Wullen - Mutations
13 - Seitz  - Frigos
14 - Gx Jupitter-Larsen - Zbigniew Tribute
15 - John Duncan - SHATTER
16 - Carl Michael Von Hausswolff  - Still Through The Door
17 - Leif Elggren - For Zbigniew
18 - Jorge Castro - Para-Z
19 - Eric Lanzillotta - Recompression
20 - Daniel Menche  - He was One and Many
21 - Francisco López - untitled#316 [for Zbigniew Karkowski]
22 - Rubén García - L'entendement, une maladie
23 - Francisco Ali Brouchoud -  Spandrel (for ZK)
24 - [ruidobello] - OdeZKi
25 - JGRUU - To roll one's eye
26 - Chop Shop - Electrostat
27 - Joachim Montessuis - and the jungle rotted in his fingers
28 - Amy Denio - Ice Walk
29 - Domenico Sciajno - GooZby
30 - Milos Tatarevic - no title
31 - Ilios - Kelkajn Fortajn Muziko (vol.2)
32 - Le Dépeupleur - Uniformly Luminous
33 - Peter Rehberg - For Zbig
34 - Brian O’Reilly -  change and uncertainty for ZK
35 - Jorge Haro - 06 (2003)
36 - Gen Ken Montgomery - Karkowski Live
37 - Xopher Davidson - Alogos, for Zbigniew
38 - Destruction Des Animaux Nuisibles - for Zbigniew
39 - Michael Gendreau  - ZK20140223
40 - Gil Kuno - Uchico
41 - Phill Niblock - Bells & Timps
42 - Marcus Schmickler - 120’44600on120’40216 (for Z.K.)
43 - Industria Masoquista - Nostalgia [my hidden feelings...]
44 - Robert Piotrowicz - Zimny Poznan
45 - Dennis Wong - Index of Noise Part 1
46 - Darío Moratilla - ZK...zK....ZK.....zk....zk
47 - Manongo Mujica - Ceremonia para Nadie
48 - Scott Arford - Untitled (ElectroStatics)
49 - Jorge Vicario - None
50 - Michael Mykola Haleta - Memories From Baltimore, DC, London and Hamilton
51 - Cal Lyall & Manuel Knapp - Bad Bye Ike
52 - Dickson Dee - no title
53 - Zeitkratzer - Zeitkratzer's Farewell to Zbigniew
54 - Aquiles Hadjis - Tuning 3 drums with fire
55 - Gustavo Serpa - Divide by Many
56 - Piotr Grygor - ZK memo
57 - Damion Romero - 170358
58 - Christophe Charles - Karkowski in Amazonia
59 - Robert B. Lisek - Thorium
60 - Naut Humon - Severed Seconds
61 - Luis Marte - Serie Voces - Zbigniew Karkowski
62 - Marek Choloniewski - Blink
63 - Chrs Galarreta - Z-bug (Virtual Machine Errors)
64 - Anton Lukoszevieze - Book of Breathing
65 - Eduardo Imasaka - fulloff
66 - Komora A - the last wave
67 - Massimo Pupillo - amazonian night impro (with too many crickets)

Digital Album

Zbigniew Karkowski

God Pussy - Nativos



De uma lastimável fraude histórica de fatos omitidos, os impostores, usurpadores e falsos imperialistas através de sua incurável e perpétua doença da ganância e soberania, aonde se fizeram presentes nas terras sem muros e dinheiro. Assim afetando o estilo de vida natural dos nativos, no qual habitavam descalços sobre os solos, os que caçavam para suprir suas necessidades alimentícias para manter sua sobrevivência e às dos seus familiares e tribos, esses invasores devastaram toda terra e infectou nosso habitat massacrando ás linguagens e cultura indígenas.

"O nosso maior patrimônio é a nossa terra, que é sagrada para nós. As matas onde os nossos antepassados foram criados. De onde temos os valores e nossas riquezas, onde tem árvores frutíferas que servem para a nossa alimentação saudável, plantas medicinais que curam, onde tem caça e peixe. É onde encontramos a matéria prima para a confecção de nossos artesanatos. É na mata que achamos de tudo para sermos verdadeiramente felizes."

Trecho extraído "Somos Patrimônio".

01 - Toantes Part 1
02 - Toantes Part 2
03 - Toantes Part 3
04 - Toantes Part 4
05 - Toantes Part 5

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Lançado por kovorox Sound.

Oficial web-vídeo da faixa "Toantes Part.5" edição caseira, confiram:


Caos Sonoro - I Believe In Chaos



01 - Necrose I
02 - Necrose II
03 - Life And Death
04 - Marching To Hell
05 - In The Valley Of Death
06 - I Believe In Chaos
07 - The End Of A Race

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Misantropskia - Electro Choque Terapia



01 - Sessão de Electro Choque
02 - Corredores da Agonia
03 - Remorso Póstumo

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Posthuman Tantra - The Reconnection: Werewolves Touching the Cosmos / Official Video

Posthuman Tantra acaba de lançar o videoclipe de inspiração ocultista. O videoclipe oficial para a faixa "The Reconnection: Werewolves Touching the Cosmos", do álbum "Biotech Werewolves"( 412Recordings - Inglaterra) já está on-line. O vídeo é inspirado pelo "posismo", um dos princípios da magia ocultista de Paschal Beverly Randolph, readaptando a gestualidade para o contexto de reconexão com a natureza e o cosmos proposto pela música e pelo sistema mágico da "Aurora Pós-humana", desenvolvido pelo Ciberpajé. A obra, uma produção independente de baixo custo filmada na cidade de Goiás.



Direção Geral: Ciberpajé (Edgar Franco) & Luiz Fers.
Direção de Arte: Ciberpajé (Edgar Franco) & Luiz Fers.
Edição: Luiz Fers. Figurino: Luiz Fers.
Apoio logístico: I Sacerdotisa da Aurora Pós-humana Rose Franco, Amanda Caroline Darc'Kness & Lucas Dal Berto.
Locações: Cidade de Goiás, GO.
Uma produção do grupo de pesquisa CRIA_CIBER, da FAV/UFG. Brasil - 2014.

5ebuts - El Peligroso Retorno De 5ebuts



01 - En La Gran Sala
02 - ¡Por Qué Así Debe Ser! Estrenémonos A Morir.

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Enxame/ Natural Nihilismo/ Carrion Black Pit - A T M O S F E R A



01 - Os Valores Estão Invertidos
02 - ___________________
03 - At Most Fear (Drown)

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COJAA - No Sense Makes Sense



01 - Innerdeath
02 - Insônia e Agonia
03 - Open Psycho Mind
04 - Pesadelo Didático
05 - Pesadelo Didático PT2

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The Implicit Order - Compiled Again (1992​-​2012)



01 - Wild Talents
02 - The Dirty River
03 - Cradle Loop
04 - Rock Soft
05 - The Pyx
06 - 7 Types Of Ambiguity
07 - Trip Nowhere
08 - Catawampus
09 - On His Own Time
10 - Born Poor
11 - She Beats Me Hard
12 - Big Brothers Satan Rock
13 - Blue Iris Versus Angelique
14 - Easy Reference
15 - Still He Kills
16 - The Past Is Very Beautiful
17 - In Spring, A Tiny Man Drinks From A Cool Mountain Spring (2012 Remix)

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sábado, 4 de outubro de 2014

Entrevista - Yersiniose

Vamos ao ponto inicial da fecundação á peste, quando surgiu o projeto e ás influências para o nome?


O Yersiniose existe como idéia há uns 9 anos, na época meus projetos de ruído estavam parados e eu tocava percussão de sucata e eletrônicos no Eraserhead, banda pós punk que flertava com o industrial. Tocar maquinalmente sucata fixou a repetição como elemento chave na minha música. O nome começou a ser usado há 4 anos, ele não foi escolhido, foi imposto por uma série de coincidências estranhas. Fui chamado de rato e ameaçado por um neonazista aqui em Curitiba, a gata que tínhamos em casa trouxe uma bela de uma ratazana como refeição para os quatro filhotes enquanto eu lia o “A Peste” do Albert Camus, dias antes li a HQ Maus do Art Spiegelman e os ratos, vivos e mortos que antes não me roubavam atenção começaram a possuir algo mágico, um significado quase esotérico/premonitório. O rato e a pulga não são responsáveis pela peste, a bactéria é. O neonazi supracitado acertou, eu sou um rato.

Industrial-eletrônica-ruídos, que diabos e diretrizes á seguir? Qual o contato inicial a esse tipo de música não convencional?

A música de ruído produzida de maneira planejada, executada com rigor e sua interação com a arte não sonora é a razão de ser do Yersiniose. Faço música de ruído desde 2003, em 1998 quando ainda era um adolescente envolvido com a “cena” black metal cheguei a fazer experimentos com gravadores de fita, um casiotone podre e alguns pedais de guitarra, nessa época eu era motivo de piada entre meus pares mais “reais” por apreciar alguns projetos “esquisitos”, com elementos de música eletrônica, ruído e sem guitarras. Em 2000 comecei a escutar e tentar produzir noise, power electronics e música industrial. Agradeço aos compartilhadores de arquivos como o soulseek, sem eles eu não teria conhecido a maioria dos meus melhores amigos e contatos. Trocar experiências sobre meios de produção, estética sonora e o cotidiano com artistas já ativos e alguns que como eu estavam apenas começando foi essencial. É importante mencionar alguns nomes como o Lucas Pires (Dedo), Thiago Miazzo, J-P. Caron, Max Chami (Antoine Trauma), Gustavo Bode (Projeto Berros), Rafael Zaina (No Lyrics Records) e o meu compadre e sócio Guilherme Nahes (Afro Hooligans). Igualmente importante foi a construção da amizade com o Carlos Morevi e Theo Szczepanski, os dois me repassaram muito know how sobre equipamento, processos de gravação e como me preparar para poder tocar ao vivo, os shows dos Gengivas Negras que acompanhei tanto como público como um tipo de “roadie” ocupam um lugar de destaque nas minhas memórias. As viagens para Florianópolis e conversas por telefone com o Batavo (Abesta) também merecem destaque, uma vez indaguei ele sobre o que eu deveria começar a comprar para montar o meu setup de equipamento físico. A resposta foi um resumo sobre a questão do indivíduo versus meio de produção apresentada de maneira extremamente prática. “Monte um setup, deixe duas pessoas tocarem ele, dificilmente irão tirar resultados que se pareçam.” E foi o que ele fez para me provar de maneira empírica a sua afirmação. Como a Tita, esposa do Carlos bem colocou, eu era uma espécie de adepto que decidiu seguir as doutrinas e ensinamentos do ruído como forma de música.
2008 presenteou-me com alguns problemas pessoais que não precisam ser mencionados aqui, situações deploráveis permitiram reflexões sobre a necessidade de um ponto de virada e uma atitude mais séria em relação a vários aspectos da minha vida. O Yersiniose e o meu retorno às artes visuais são frutos desse comprometimento com a seriedade.


Possui projetos paralelos, têm previsão para trabalhos futuros, nos apresente os projetos que já foram enterrados, o que costumava tocar?

Não considero paralelos, são projetos colaborativos que possuem propostas bem distintas do que faço como indivíduo. Apenas o Paralyzed Blind Boy está oficialmente ativo e ele difere de maneira drástica do Yersiniose. Ele é criação do Guilherme Nahes e por mais clara que seja a afirmação dele de que eu sou membro em tempo integral com direitos iguais eu respeitosamente digo que sou apenas um anão de palco que comprou a brisa errada dele. A dinâmica do PBB me permite uma liberdade maior, é um lugar em que habito de forma mais solta, podendo oscilar entre descontrole auto destrutivo e um estado de transe hedonista. Até a maneira que eu me comporto em palco é distinta, normalmente sem camisa, bebendo além do sensato e sem compromisso em transmitir nenhuma mensagem minha, sou apenas um instrumento que serve aos propósitos combinados com o Guilherme e suas idéias de arte e performance. Outros projetos estão temporariamente inativos, sou metade do Impoluto, que toco adiante com o Theo Szczepanski e fazemos algo que pode ser definido como ruído de trogloditas e jazz de bêbados praticando uma sessão de descarrego, é improviso sujo e feio. Com o PP Hubner tocamos como Dybbuks uma tentativa bizarra de musicar nossas discussões sobre religião e filosofia, especialmente mitologia judaica anterior ao monoteísmo. Entre 2003 e 2005 gravei muito, usando vários nomes, não me envergonho do que produzi, só não considero esse material digno de nota ou atenção. O INVICTO e o EU (com o Rafael da No Lyrics Records) são dois grupos que não faço mais parte e valem uma conferida.
O futuro é um assunto mais pertinente. Há algumas colaborações planejadas, um projeto MUITO especial envolvendo uma peça do J-P. Caron e espero finalmente dar vida a um projeto novo, que eu defino como a irmã descontrolada do Yersiniose, aquela mulher que fuma na cama, dorme com vários caras e gosta de bater durante o sexo.

Suas telas sempre estão disponíveis em eventos direcionados á música-ruído, ambos possui alguma ligação?


O trabalho como artista visual e sonoro é inseparável e eu não faço distinção entre eles, a minha vida/interesses pessoais e o trabalho que paga as minhas contas, há uma retroalimentação de idéias, processos, algumas limitações e neuroses. Utilizo nos visuais métodos semelhantes aos da música de ruído. Gosto de subverter de forma planejada “regras” tradicionais do uso dos materiais e suportes. Ordenar sujeiras e borrões até formar um retrato distorcido que exija do receptor paciência e atenção ao que ali foi deliberadamente deixado incerto. O mesmo vale para a corrupção de elementos que previamente eram “puros” em “imperfeitos”. Imprimir uma matriz de gravura em madeira cuidadosamente talhada sobre uma tela não preparada é um bom exemplo, a superfície áspera da tela gera falhas na impressão, espaços em branco quebram linhas antes perfeitas, áreas contínuas que deveriam transferir blocos de cor chapados, geram meios tons pouco controláveis, comparo ao ato de se gravar um som limpo em um gravador de fita sujo, usando um k7 velho, ali frequências serão perdidas e ruído surgirá. A quantidade de tinta na matriz age sobre a tela assim como o calor do sinal que entra no cabeçote afeta a saturação gravada na fita, posso mencionar um exemplo mais conceitual como a quase dogmática idéia de que uma gravura precisa de uma boa margem em branco que dê espaço para a composição, “ar” para ela respirar. É nesse espaço também que a obra é assinada e numerada. Eu em algumas gravuras prefiro imprimir a extensão completa do papel, ou cortar as margens, tirando a possibilidade de assinar e numerar, saturando as bordas e libertando-as da prisão formada pela área branca, simultaneamente é retirada delas a condição de um número que pertence a uma série. Ocupar toda a área do papel é similar ao efeito de saturação de um espaço usando-se sons. 

Uma afirmação de que noise deve ter feedback, momentos de silêncio e explosões de ruídos, surgi á dúvida, frequência continua de ruídos rosas sem muito níveis de volumes e tonalidade, seria um noise-juvenil para você??


Essa pergunta é bacana, uma vez você me pediu opiniões uma vez sobre um certo disco. Eu fui realmente duro nas críticas que fiz a ele. Comentei o que eu achava poderia ser feito para o mesmo chegar mais próximo da proposta que o texto de divulgação enunciava. Nem entrei no mérito se o mesmo era juvenil ou maduro. Era uma parede de ruídos sem movimento com um ou outro elemento pouco dinâmico entrando levemente para a frente de um muro de estática, era quase um disco de Harsh Noise Wall. Posso continuar no jogo dos rótulos perguntando se Power Electronics é ruído montado com estrutura de canção e vocais na frente do mix. Rótulos são ótimos facilitadores, especialmente para marketing e catalogação. A última pergunta que me foi feita quando foi terminado o upload do meu álbum 1911 foi: “e agora, que tags usar?” A minha resposta: “Essa é uma pergunta difícil. Acabamos usando alguns rótulos que possuem vínculos com o que faço. Sinto-me extremamente bem com essa incapacidade de encarcerar minha música em um termo.

Um passarinho azul, disse que essa mente  doentia vêm preparando os primeiros álbuns oficiais da bactéria Yersinia, quais ás expectativas, o que podemos esperar?

1911 foi recentemente publicado pela Seminal Records em sua versão online, Traços e nervos deverá sair até o fim do ano, ambos terão edições físicas. Os dois representam bem o perfeccionismo quase patológico que busquei desde o começo do Yersiniose. Precisei de quatro anos de projeto, mais de 10 shows, uma porrada de sons publicados como estudos para finalmente assinar algo como pronto. Sem modéstia alguma digo que são dois álbuns sem comparação, são meus, nada neles foi escrito para se encaixar em definições simplórias como noise, industrial ou drone. Todo o repertório de timbres e arranjos é único e os visuais vão valer cada centavo dos que estiverem dispostos a abrir a carteira. Sobre a música, posso dizer que são longas, não há surpresas ou “pirotecnias”, elas foram construídas como exercícios de meditação e paciência, não são de maneira alguma uma forma de entretenimento. 1911 é mais agressivo, Traços e nervos é mais introspectivo. Recebi comentários variados. “São cheias de decepção e decrepitude.”  “A agressão aplicada em repetições converte-se em paz meditativa.” Você os escutou, sinta-se livre para comentar.

Atualmente vêm surgindo inúmeros projetos/pessoas fazendo NOISE, e diversos festivais para música-ruído, qual sua opinião sobre o assunto?

Sobre o número crescente de pessoas envolvidas com música de ruído? Acho ótimo que exista renovação. Sem medo de parecer amargo ou arrogante eu digo que boa parte vai sumir do mapa tão rápido quanto surgiu. É fácil gravar “barulhos” e pagar de descolado para amigos em uma rede social repetindo o clichê “anti-música”, “anti-arte” rebeldão. O tempo e a falta de recompensas rápidas se encarregam de expurgar quem não possui interesse genuíno. Aqueles que só se importam em divulgar o próprio material, reclamam de críticas, sequer se dão ao trabalho de escutar seus pares, não comentam/discutem música de ruído e seus meios de produção e tampouco possuem intenção de se apresentar ao vivo não farão falta. Fazer música de ruído por anos requer stamina e um senso de comunidade.

Sobre os festivais, são tantas as boas iniciativas que listar todas seria monótono e alguém poderia se sentir esquecido. Poderia também perturbar por aqui falando sobre algumas iniciativas…


Antes de qualquer performance, você costuma a ensaiar e preparar um set, durante os live você mantém a mesma linha de som até o final ou termina no improviso?

No Yersiniose há uma pré rigorosa antes de qualquer show e gravação, primeiro eu passo a música ou idéia para o papel, penso que equipamento será necessário, o que precisará ser adaptado e então começo a ensaiar. Eu não sou um fetichista, se para tocar ao vivo em determinado evento eu só puder usar um laptop e um controlador, assim será. Uma vez no palco existe sempre espaço para algum improviso e o imprevisto é abraço como parte do processo.

Obrigado por disponibiliza seu estupido tempo para essa entrevista, Quer deixar seu recado é iniciar alguma treta?

Sem tretas. Eu é que agradeço pelo espaço.

Responda Rápido!

Noise rítmico ou junkie plugs? Ambos
Materiais físicos ou Netlabel? Ambos
Sertanejo Clássico ou Sertanejo universitário? Prefiro escutar um prédio sendo construído.
Split ou Álbuns Solos? Ambos.
Policia ou Ladrão? Nenhum.

Yersiniose - 1911



01 - Desgosto
02 - Fratura
03 - Travessia
04 - Degredo

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God Pussy - Live I Festival de Ruído



01 - Pessoas # 1
02 - Performance
03 - Pessoas # 2

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Aural Bile - Live Bile



01 - Live Bile

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AEdB - Cones e Glóbulos Galeiformes De FrequêNcia e Períodos Logarítmicos



01 - Refração Doppler pt 1
02 - Refração Doppler pt 2
03 - Semiótica penada pt 1
04 - Semiótica penada pt 2
05 - Semiose penosa pt 1
06 - Semiose penosa pt 2
07 - Reflexão nebulosa da galinha fugitiva pt 1
08 - Reflexão nebulosa da galinha fugitiva pt 2
09 - Reflexão nebulosa da galinha fugitiva pt 3
10 - Continuidade sônica da radiação de Bok pt 1
11 - Continuidade sônica da radiação de Bok pt 2

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Vulgar Disease - When You Get Drunk I´Ll Be The Wine



01 - You Left Me Drowning In My Tears
02 - Baby You Know My Hands Are Dirty
03 - [ Guitar Solo ]
04 - When You Get Drunk I´Ll Be The Wine

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Whorifik - La Fin des Périodes



01 - La Fin des Périodes

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Gustavo Jobim & Visszajáró - Arrival



01 - Confusion Is Profit
02 - The Visitor
03 - Wastelands
04 - Mooney Sense
05 - Forgotten Temple
06 - Whoever Seeks Never Finds
07 - Wounds That Heal
08 - Mother Consumption

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Porraloka - Punk se Không Bao Giò chêt



01 - Punk's Not Dead! (Vira O Disco Também Né! Parece Uma Vitrola Quebrada!)
02 - Punk's Not Dead!! (Parece Um Papagaio! Mostre Pra Sociedade Muito Mais Do Que Um Simples Slogan)

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Rizco - Antimosfera



01 - IN
02 - Antimosfera
03 - Aufheben
04 - Incendicida
05 - Interludio Miotto
06 - Corra Lula Corra

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

V/A Dissonance From Woman
























01 - Juliana Schmidt - Ainda Arde (A paixão)
02 - Joceles Bicalho - Caos, Noise & Algo Mais
03 - Marcela Lucatelli - A Piece For You To Choose
04 - Baba de Boi - Vísceras Elas
05 - Lílian Campesato - Fedra
06 - Mc Joana Dark - Estamira
07 - Claudia Holanda - Máquinas Por Todos os Lados
08 - Julia Teles - Août Magnétique
09 - Mama's - A Letter to Mila
10 - Evil Heaven - Second Chance
11 - Marina Vesic - Improvisation 1
12 - LaMet+áFisica feat KREYK - Denti da latte
13 - Lesser Water Boatman - Agnes
14 - Sabrina Eka - Dark water
15 - Grimalkin555 - We Render This Earth to Powder
16 - Tissa Mawartyassari - Untitled
17 - Ecaqs - BPD
18 - Zahava - Left Hand Can

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https://archive.org/details/VADissonanceFromWoman_201409

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Entrevista - Anarco Vomit Noise



O nome do projeto é bem comum com o tipo de (anti)música que vocês tocam, qual dos marginais que batizou o nome do projeto?

Primeiramente gostaríamos de agradecer imensamente pela oportunidade de divulgar nosso ruído e nossas idéias no Dissonance From Hell. Bem, o nome foi idéia minha (Wescley) depois discutimos juntos eu e o Yuri e chegamos a um consenso. A nossa intenção era fazer um projeto de harsh noise experimental com ideais anárquicos que soasse extremamente agressivo e irritante como o noisecore.

Quando surgiu a idéia de iniciar um projeto de harshnoisecore?

Eu (Wescley) já vinha a um tempo participando de projetos ligados ao barulho na cena underground D.I.Y.  como zines (trauma), bandas (Genital Tumour) etc. Porém andei parado por um tempo em função de trabalho, estudos, família. Paralelo a isso sempre tive vontade de montar um projeto extremamente experimental, iconoclasta. Em 2013 meu filho (Yuri) com 14 anos já com o gosto musical apuradíssimo (pior do que o meu ahahha..) me incentivou a voltar com meus projetos. Desta forma comecei a comprar alguns pedais, juntar com os meus e resolvemos montar o AVN. 


Porque as atividades com o Genital Tumor teve fim?

Cara no geral ocorria pouca ou nenhuma boa vontade dos membros que tocavam comigo. Ai teve uma fase que eu usava bateria eletrônica e virou um projeto de one man band. Depois teve o Luiz Pustulent que me ajudou e fizemos uns sons que na minha humilde opinião são os mais fodas do GT, no entanto, nunca foram lançados. Ai veio uma fase de trabalho, estudos pesados, responsabilidades familiares que me engoliram totalmente (arggghhhhhhh maldito capitalismo). Nesse período já não tinha nenhuma vontade de continuar com o projeto ai encerrei as atividades. Penso também que o Genital Tumour foi tomando um caminho que hoje não condiz com alguns pensamentos que defendo e acredito.

Quais as influências para essa infernal dupla de cowboys devastar a música?

Nossas influências vêm no geral do punk, hardcore, crust, grindcore, grindgore/splatter, noisecore, real death metal, real blackmetal, harshnoise, filmes undergrounds; trash, gore, explotation, filmes obscuros no geral.  Bem, citar bandas é foda porque daria para encher uma catalogo de telefone inteiro, no entanto vai ai algumas de harshnoise e noisecore que influenciam diretamente o AVN. Napalmed, Gerogerigegege, God Pussy, Noise Machine, Sadistic Lingam Cult, DOM, WW?, Sobota, 7MON, Pure Noise, Deche-Charge, Sore Throat etc.

Creio ser um prazer fudido tocar essa desgraça ao lado do primogênito, como você se vê em relação a isso Wescley?

Meu é a coisa mais foda que pode ter acontecido na minha vida. Vejo uma postura muito real e verdadeira da parte dele. O barulho faz parte da minha vida desde adolescente, nunca impus nada para o Yuri. Mas obvio que eu escutando toda hora essas podreiras ele foi aprendendo a gostar aos poucos, pegar meus vinis, tapes CDs e tal. Enfim não tem prazer melhor para um pai ter um filho com os mesmos (des)gostos (anti)musicais e ainda dividir um projeto, é algo impagável ahahha.

O Yuri têm a difícil tarefa de manipular todo maquinário nas performances, enquanto o Wescley requebra o bumbum, essa era a ideia inicial quando se formou o DUO ou apenas consequência que acabou virando rotina?

De fato foi algo extremamente natural, acontece de manipularmos juntos, em dados momentos, porém nas performances sempre estou bêbado e ele segura as pontas ahaahha. É algo super natural e espontâneo, e penso que tem dado certo ehhehe.

Têm algo previsto para o futuro, tour, shows, Cd's, tapes, Vinil, colaborações, etc..?

Splits, tapes, sonho de lançar um Ep, gigs essas coisas. Cabeça borbulhando de ideias. Estamos torcendo para serem concretizadas.

Agradeço de coração pela contribuição, não tenho mas perguntas, o espaço é de vocês sintam-se livres para conquistar seu público e leitores desse blog falido.

Jhones nos que agradecemos pelo espaço cedido para falarmos do AVN. Consideramos que os zines, webzines, blogs são fundamentais para o fortalecimento do underground. Adoramos o God Pussy ahahaa. Aos leitores sintam-se a vontade para entrarem em contato. Grande Abraço e mais uma vez muito obrigado pela força... Façam contatos: facebook ou e-mail: anarcovomitnoise@hotmail.com


Responda rápido!!

Noise rítmico ou junkie plugs? junkie plugs
Analógicos ou digital? Analógicos
Materiais físicos ou Netlabel? Materiais físicos
Sertanejo Clássico ou Sertanejo universitário? Tião Carreio e Pardinho
Split ou Álbuns Solos? gosto dos splits
Policia ou Ladrão? quem é quem?

Henrique Iwao - O Brasil Não Chega às Oitavas



01 - Primeiro Tempo E Acréscimos Parte. 1
02 - Primeiro Tempo E Acréscimos Parte. 2
03 - Intervalo Parte. 1
04 - Intervalo Parte. 2
05 - Segundo Tempo E Acréscimos Parte. 1
06 - Segundo Tempo E Acréscimos Parte. 2

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domingo, 7 de setembro de 2014

Plataforma Records


A Plataforma Records é um gravadora virtual especializada em música não-usual, nas sonoridades fora da norma; não importando se for noise extremo ou ambient, a busca é pela sonoridade diferenciada, pois acredito que, sim, há beleza e virtude nas expressões tensionadas e/ou desconstruídas. Não há intuito de lucro, se isso acontecer um dia será uma consequência natural do trabalho persistente e duro que fazemos dia após dia. Não é fácil trabalhar com este tipo de linguagem, mas, como faço por amor, acaba ficando prazeroso.

E, neste processo, acabamos por conhecer pessoas interessantes, algumas mais empáticas, outras nem tanto, pois trabalhar com o coletivo demanda muito “jogo de cintura” e tolerância, mas é recompensador. Artistas de estados, países diferentes juntos e trocando energia através da arte, isso não tem preço.

Nossos releases são todos ofertados para free-download, e a divulgação é feita de forma fervorosa, dentro de nossos limites. Pois, conforme já supracitei, não há dinheiro envolvido, então tentamos utilizar de todos os meios possíveis para que a etiqueta chegue o mais longe possível.

Em novembro, completaremos um ano de existência, e, como sou veterano na questão da cultura underground (fanzines, selos, distribuidoras...), julgo ser esta a minha última cartada e, sem sombra de duvida, a mais madura, coesa e funcional que já tive em todos esses anos. Desejo vida longa ao selo e todos os envolvidos... Para finalizar, gostaria de dizer que antes de iniciar essa caminhada procurei selos dentro e fora do país, achei tudo ou muito elitista ou amador por demais. Então parei e pensei: eu farei um à minha maneira; tento fazer tudo para que ele seja uma pista de pouso interessante e acolhedora.

Contatos:


Maxx Chami (Plataforma Records) na “Rádio Universidade”, programa apresentado por Andressa Amaral e Leonardo Cortes. Download.